terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O autista precisa sentir...

Assim como qualquer pessoa que não tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o autista tem o direito de ter sensações de gostos e cheiros...
Alguns autistas até possuem aptidões sensoriais normais, mas têm muita dificuldade de separar a informação importante do ruído! E não se pode fixar prioridades na multidão de sinais sensoriais que chegam ao cérebro deles.
Mas, para isso, ele precisa ter o seu sistema sensorial estimulado! E para apoiá-lo nisso, é importante entender todas as premissas referentes ao seu sistema nervoso!
Posso dizer que há 3 coisas importantes a serem exploradas:
1. Hipossensibilidades
2. Sensibilidades alternadas
3. Trabalho no sistema sensorial
Escrevemos um artigo que explica exatamente como entender cada um desses. Quero muito que você leia porque acredito que vai se interessar bastante pelas informações contidas nele:

Créditos: NeuroSaber

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O que é Psicomotrocidade?




Créditos: NeuroSaber

TDAH e Problemas de Aprendizagem

É muito comum que as pessoas confundam o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e os problemas de aprendizagem. Na verdade, ambos podem interferir no desempenho escolar da criança. O detalhe é quando querem colocar as duas condições no mesmo lugar, sendo que o TDAH e os problemas de aprendizagem têm causas distintas.
Contudo, é válido ressaltar que, embora os dois não tenham a mesma causa, as crianças podem apresentar os dois. Veja abaixo como o TDAH e os problemas de aprendizagem são diferentes.

TDAH

O TDAH é um transtorno neurobiológico e de causas genéticas. Ele aparece na fase infantil e pode durar até a vida adulta. Quando não é devidamente tratado, o TDAH pode abrir portas para comorbidades, como o TOD (Transtorno Opositivo Desafiador).
Outra consequência é que o TDAH na juventude está associado a um número considerável de evasão escolar, abuso de bebidas alcoólicas e outras drogas. Além disso, com o desempenho escolar prejudicado, a pessoa tende a não atingir as expectativas das notas dos exercícios.
As características do TDAH são inquietude, desatenção e comportamentos de impulsividade. Isso em se tratando de meninos (que respondem pela maioria). Já em meninas, o transtorno é mais notado pela apatia e consequente introspecção.

Tratamento – TDAH

O tratamento de uma pessoa com TDAH deve ser feito o quanto antes, sobretudo na infância. A equipe deve ser multidisciplinar e, sob orientação profissional, o uso de alguns medicamentos pode ser ministrado até que a situação da criança e do adolescente melhore.
O papel da escola também é importante para integralizar o aluno com TDAH aos demais colegas, e com o conteúdo dado em sala de aula.

Problemas de aprendizagem

Já os problemas de aprendizagem estão relacionados à dificuldade do aluno com alguma função na vida escolar. Mas é importante salientar que isso não é causado pelo aspecto da educação, como alguém que tenha dificuldade de resolver aquela operação matemática. É bem diferente.
Esses problemas de aprendizagem têm causas na atividade cerebral e são, erroneamente, minimizadas por muitos profissionais da educação. Alguns deles são bem conhecidos, tamanho o destaque que muitos veículos de comunicação têm dado a cada um deles. A criação de blogs pessoais, especialistas e portais favorece muito a divulgação de informações. Veja os principais abaixo.
– Disgrafia: dificuldade na escrita que engloba também erros de ortografia e outras situações como troca e omissão de letras.

– Discalculia: dificuldade de cálculos que impede o aluno de realizar operações matemáticas e identificar a função dos sinais.

– Dislexia: dificuldade consideravelmente comum em que as pessoas não conseguem realizar uma leitura.

– Dislalia: dificuldade na fala caracterizada também por alterações da formação normal dos chamados órgãos fonadores, o que impede a criação de determinados sons.

Tratamento – problemas de aprendizagem

Os casos que envolvem problemas de aprendizagem devem ser avaliados de perto por profissionais da saúde. Entretanto, a presença dos professores é indispensável para orientar o aluno e levá-lo a um progresso bastante considerável.Vale lembrar que o profissional da educação é um importante aliado na identificação desses casos, pois ele pode analisar o desempenho dos alunos e, assim, comunicar aos pais sobre a situação de seus filhos.


Créditos: NeuroSaber

DIFERENÇAS ENTRE SÍNDROME DE ASPERGER E TDAH



Muitas pessoas ainda vivem cercadas de dúvidas quando precisam identificar ou até mesmo falar sobre as diferenças entre a Síndrome de Asperger e o TDAH. De fato, não é uma tarefa simples, pois ambos os transtornos apresentam algumas semelhanças; entretanto, eles não podem ser encarados como o mesmo distúrbio.
Se de um lado, a Síndrome de Asperger e o TDAH apresentam seus pontos em comum; por outro, eles também têm suas características próprias, o que difere um do outro.
Importante saber a diferença
Antes de tudo, é muito importante que se saiba diferenciá-los, até mesmo para que a intervenção utilizada seja eficaz para garantir uma qualidade de vida excelente à pessoa e a seus familiares.

Asperger X TDAH: comunicação

Você já sabe que não se pode colocá-los no mesmo pacote, pois ambos são diferentes. Enquanto uma criança, por exemplo, com a Síndrome de Asperger apresenta certa dificuldade com a forma que eles usam a linguagem; uma pessoa jovem que tem TDAH não necessariamente demonstra esse déficit ao se comunicar pela fala.
Para ilustrar nossa explicação, tomemos como exemplo o João (com Asperger) e o José (TDAH). Enquanto o João encontra dificuldade para entender a linguagem não literal, como o uso de gírias ou outras expressões; o João já consegue se sair bem e compreende o contexto da fala de seu interlocutor sem obstáculos.
João fixa mais em seus assuntos e não é tão flexível para mudar a conversa, falar sobre outro tema.  Além disso, João não usa tanta inflexão em sua voz. José, por sua vez, conversa mais e aborda uma temática mais variada. Outra diferença é que José abre espaço para que seu interlocutor também se expresse e até mude de conversa, proporcionando um ambiente mais recíproco.
A comunicação entre quem tem a Síndrome de Asperger e o TDAH mostra a sua diferença nos casos mostrados acima: enquanto o primeiro caso apresenta uma considerável limitação quanto ao uso da linguagem; o segundo é mais extenso e mostra uma fluência verbal mais elaborada e receptiva.

Asperger X TDAH: comportamento

João tem Síndrome de Asperger. Com isso, ele tende a ter dificuldade para perceber determinadas situações acerca da receptividade do outro. João não consegue interpretar expressões faciais, por exemplo, e isso implica em um comportamento excêntrico e que apresente até mesmo uma característica única, unilateral.
José tem TDAH e embora ele se distraia muito facilmente, ele consegue interpretar as situações às quais ele está inserido. José também consegue se sair melhor nas interações sociais que fazem parte de seu cotidiano.
No entanto, José pode ter momentos de maior impulsividade, quando comparado ao João. Acontece que uma das características do TDAH é esse lado mais distraído ou agitado; ele está mais propenso a agir com mais impulso, o que muitos enxergam como mau comportamento.
No caso de João, ele pode preferir a companhia de adultos e, em muitos casos, as situações sociais significam uma situação estressante para ele. Diferente do José que, mesmo mais impulsivo, consegue se orientar melhor em contato com muita gente.
A pessoa com a Síndrome de Asperger tende a ter maior sensibilidade sensorial: sons, gostos, olfato; além de estar mais propenso a rotinas como forma de segurança em suas ações. A criança com TDAH, no entanto, consegue se sobressair diante dessas situações, tendo apenas a hiperatividade e/ou a desatenção em sala de aula como algo a ser tratado.
Intervenção
É imprescindível que em ambos os casos, uma equipe multidisciplinar atue como forma de garantir uma intervenção adequada e que garanta qualidade de vida a essas pessoas. Cada caso deve e precisa ser resolvido de maneira individual. Nunca se esqueça!


Créditos: EndendendoAutismo

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE AUTISMO?






Desde a nova classificação acerca do Autismo dentro dos critérios de diagnósticos relacionados a esta condição trazidos pelo DSM-5, todos os diferentes tipos de Autismodescritos no DSM-IV passaram a ser incluídos, todos, sob o imenso guarda-chuva dos chamados Transtornos do Espectro Autista (ou TEA). As diferenças que antes eram denominadas e assumiam caráter bem delimitado, hoje somente se distinguem pela presença ou ausência de algum traço clínico peculiar ou pela intensidade dos sintomas.
Esta nova concepção trouxe maior sensibilidade para a suspeição do diagnóstico, aumentando a possibilidade de identificação precoce e permitindo iniciativas de remediações de atrasos percebidos no desenvolvimento da criança. Por outro lado, esta nova classificação deu uma “roupagem” nova para as formas de identificação do transtorno e uma impressão de homogeneidade aos TEA. Mas sabemos que o Autismo é um distúrbio extremamente heterogêneo e bem peculiar de criança para criança.
Existem crianças com Autismo que não falam, ora apresentam distúrbios de hipersensibilidade, outros não. Há os hiperativos, agressivos e opositivos. Outros, hipoativos, passivos, extremamente introspectivos. Alguns dormem bem enquanto a maioria não dorme absolutamente nada. A associação com alergias alimentares, respiratórias, com ou sem intolerâncias nutricionais específicas se apresentam de forma totalmente imprevisível e variável dependendo do tempo e da magnitude desta comorbidade. No que tange a aprendizagem escolar, temos amplas e infinitas possibilidades: hiperlexia em alguns, transtornos de aprendizagem em outros, deficiência intelectual na grande parte daqueles autistas que podem jamais virem a ler ou escrever.
Os diferentes tipos, portanto, se resumem a esta extrema variabilidade de apresentação clínica e comportamental. Esta expressividade tão complexa exige de todos que avaliam esta criança um olhar interdisciplinar e que tenha como eixo principal a busca de uma atenção baseada em ações individualizadas, mediante o respeito às características de cada um. As descrições detalhadas de cada ponto negativo e positivo e de formas de correção de rumo ou de mediação de acordo com os déficits que precisam ser remediados formam a base da intervenção no TEA. Conhecer estas nuances e estar preparado para recrutar todos os meios exigidos para equilibrar a dificuldade da criança às formas de compensação é fundamental. Não à toa, as melhores formas de intervir residem em modelos que priorizam a precocidade e a co-participação de profissionais, família e escolas.

CRÉDITOS: entendendoautismo.com.br

Alfabetização de Alunos com TEA - Da Teoria à prática


Você terá a oportunidade de assistir uma vídeo palestra GRATUITA gravada pela Dra. Dayse Serra. Não perca!
Ela explica no vídeo muitas coisas que nem mesmo professores sabiam.... Muitos pais também desconhecem técnicas que já poderiam ter ajudado seus filhos autistas na alfabetização há muito tempo.
Quero muito que você assista e esclareça suas dúvidas também. É só clicar no link abaixo:
Créditos: NeuroSaber

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Desenvolvimento da fala no processo de alfabetização




Toda criança que lida com o aprendizado encontra dificuldades, que podem se dividir entre pontuais e gerais. Na verdade, todo ser humano precisa encarar os desafios que surgem com o que se apresenta como novo.
No caso das crianças que manifestam algum distúrbio de aprendizagem, a situação requer um acompanhamento mais aprofundado, pois o que está em jogo não é só a cognição do aluno, mas toda uma série de fatores que podem encontrar ecos por toda a sua vida. Por isso é importante falarmos sobre o desenvolvimento da fala no processo de alfabetização, um dos pilares da vida estudantil de qualquer pessoa.

Informe-se e acabe com os pré-conceitos

Obter informação e fugir dos conceitos pré-estabelecidos sobre a dificuldade de uma criança com a alfabetização é o melhor caminho. Infelizmente, ainda há muita falta de compreensão sobre crianças que não conseguem obter um bom resultado na fruição das palavras, por exemplo. Isso acaba por estigmatizar o aluno que passa por tal situação.
É imprescindível que haja uma compreensão acerca do desenvolvimento da fala durante o processo. Para começar, isto jamais deve ser visto como preguiça, mas como uma limitação que pode ser trabalhada a fim que haja uma melhora completamente bem-sucedida.
Quais são essas dificuldades?
Durante a infância, sobretudo quando a criança começa a conhecer as palavras e a balbuciá-las de forma inteligível, o pequeno pode encontrar dificuldades na pronúncia e/ou reconhecimento delas. Conheça algumas:
Mutismo seletivo: marcada por uma ansiedade social, em que a criança consegue falar, mas em determinadas situações fica bloqueada e incapacitada de se expressar.
Dislalias: dificuldade na articulação e elucidação das palavras. Em muitos casos, a criança troca alguns fonemas; omite ou acrescenta palavras, causando uma distorção na construção da frase.
Disfemias: distúrbio que provoca perturbações intermitentes na fala (emissão). Importante lembrar que algo relativamente normal se inclui nesse grupo: a gagueira.Atraso da fala: perturbação que interfere no desenvolvimento de linguagem de forma multifatorial. O tratamento é extremamente necessário, uma vez que tal dificuldade pode acompanhar a criança por toda a vida.
Além desses distúrbios, há outros que incidem sobre a linguagem e o aprendizado das crianças. São eles: afasia, disfasia e problemas graves de comunicação.
Tratamentos adequados
É importante salientar que como há algumas particularidades acerca dos distúrbios que afetam a criança, o tratamento não pode ser o mesmo para todas elas. No entanto, a presença de alguns profissionais da fonoaudiologia, psicologia e psicopedagogia são imprescindíveis para levar aos pequenos pacientes atividades que possam capacitá-los a melhorar a fluência da fala.  Com todo esse acompanhamento, as crianças tendem a apresentar uma melhora significativa.
É válido ressaltar também que a compreensão dos educadores em sala de aula é um dos segredos para os resultados satisfatórios da criança. Lembre-se também que a comunicação entre pais (ou responsáveis), professores e outro profissionais é muito válida e constitui num esforço conjunto a fim de dar aos pequenos todas as condições de socializar e ter uma vida absolutamente normal.